Recesso Forçado

Outubro 13, 2009 por Rede Ceará de Música

Felipe Gurgel
Da RedeCem Comunicação

Olá Pessoal. Deixei vocês sem notícias por aqui desde o final de agosto. Agora eu explico: a Rede Ceará de Música passa por algumas reformulações e nesse ritmo de mudanças nós perdemos as colaborações da Júlia Lopes.

No entanto, não devemos demorar com mais atualizações.

Aguardem!

Abraços

André, Vasco, Felipe & Cia

Agosto 28, 2009 por Rede Ceará de Música

Felipe Gurgel
Da RedeCem Comunicação

Felipe Cazaux acompanha a dupla André Matos e Vasco Faé em Fortaleza (Por Yuri Amaral)

Felipe Cazaux acompanha a dupla André Matos e Vasco Faé em Fortaleza (Por Yuri Amaral)

São sete anos marcando o cenário musical de Fortaleza: o Oi Blues By Night de 2009 estréia nesta sexta (28) na capital cearense, com show da dupla André Matos e Vasco Faé no Acervo Imaginário. A cidade está na rota do festival que inclui outras cinco capitais nordestinas: João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Recife (PE) e Teresina (PI).

Deste modo, não por acaso a dupla chega ao Ceará vindo do Piauí, onde fez show ontem (quinta, 27). É a primeira vez que André Matos – conhecido pela carreira no cenário do heavy metal (ex-Angra, Viper e Shaman) – canta blues pelo Nordeste. Além disso, o vocalista encara o lançamento de novo disco solo, intitulado Mentalize, coincidindo este período promocional com a turnê pelo Oi Blues. A própria imprensa local aproveitou a dupla motivação e abordou o assunto “turnê” e “novo disco”, a exemplo do Diário do Nordeste.

Vasco Faé e André Matos estão em turnê nordestina pelo Oi Blues By Night

Vasco Faé e André Matos estão em turnê nordestina pelo Oi Blues By Night

O gaitista Vasco Faé completa a dupla, com a experiência de quem tem jeito para extrair uma “vertente blues” de ícones do metal: em dois anos anteriores – 2007 e 2008 – ele veio ao Oi Blues em Fortaleza acompanhando Andreas Kisser (Sepultura). Agora, com André, começa a aparecer pela Internet a repercussão da nova formação atípica e seus primeiros shows pelo Nordeste, como neste vídeo registrado pelo Jornal do Commercio (PE).

Por aqui, quem acompanhará a dupla nesta noite é o Felipe Cazaux Trio. O paulista radicado no Ceará mantém carreira solo e, pelo festival, assume a função de músico de apoio e produtor local. Em entrevista realizada por email, Felipe contou ao blog da RedeCem como se deu o trabalho para a estréia do Oi Blues By Night e sobre a recente associação dos blueseiros de Fortaleza.

Em tempo: os shows no Acervo (Rua José Avelino, 226, Praia de Iracema – Entorno do Dragão do Mar) começam às 22h e a abertura é da banda cearense Puro Malte. O ingresso será vendido somente no local e custa R$ 20.

RedeCem – Felipe, você está na produção este ano, toca como músico de apoio hoje e também será atração de abertura na última data (27/11) do Festival. É a primeira vez que assume ambas as funções (produtor e músico)?

Felipe Cazaux – Não, eu já tinha feito o mesmo em 2007, quando participei da produção local pela primeira vez.

RedeCem – Qual o nível de interesse dos músicos locais pelo Festival? Existe uma demanda considerável de bandas em Fortaleza atrás de tocar no Oi Blues?

Felipe – Hoje no Ceará temos um grupo de bandas que vem crescendo aos poucos. Nesse ano os músicos se uniram e criaram uma associação, chamada “Casa do Blues”. A associação tem como projeto principal a apresentação de bandas de Blues cearenses no mercado Joaquim Távora, este leva o nome da associação e ocorre desde março de 2009 em todos os sábados no fim da tarde. A parceria entre as bandas principais (Felipe Cazaux, Arthur Menezes, Blues Label, Puro Malte, Los Carecas e De Blues em Quando) já acontece desde 2007, quando o projeto se concretizou no Ceará, sempre contando com uma dessas bandas na abertura dos shows. Esperamos que o número de bandas cresça, e que nos outros anos possamos abrir mais espaços para bandas novas.

RedeCem – O blues tem um forte vínculo com o improviso. Neste show, a sua banda encontra com o André e o Vasco somente no palco, eu suponho. Você e os demais músicos de apoio chegam a ensaiar algo antes?

Felipe – Nós temos que praticar as músicas em casa, e algumas delas nós já conhecemos, por sermos fãs, ou por ter de tocar em algumas ocasiões. Geralmente não temos ensaio, mas aproveitamos o tempo de outros ensaios para tocar uma ou outra.

RedeCem – Uma das perguntas que são feitas em relação a este show é se o André vai tocar “pelo menos uma” música da carreira como vocalista de metal. Vai rolar alguma versão blueseira do Angra, Shaman ou dele mesmo?

Felipe – Isso eu não posso revelar, mas acredito que será muito mais interessante ver algo incomum. As pessoas ficarão impressionadas!

RedeCem – No mais, o que o público pode esperar do repertório?

Felipe - Podem aguardar clássicos do Blues e do Rock, pois todos que estarão no palco têm essas influências. Acho que os dois músicos são grandes showmen, e nós faremos o melhor para acompanhá-los.

Moeda Patativa é uma das novidades desta 8ª Feira da Música

Agosto 19, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

Ambiente de circulação na Feira da Música: evento alcança sua oitava edição em 2009

Ambiente de circulação na Feira da Música: evento alcança sua oitava edição em 2009

De quarta-feira, 19, a sábado, 22, em Fortaleza, será um vai e vem de músicos, produtores, jornalistas e (outros) interessados em música. Mochilas e bolsas chegarão vazias, mas, em pouco tempo, se encherão de discos, livros, panfletos, informações musicais. Os ouvidos receberão estímulos diversos. Começa a oitava edição da Feira da Música, com o tema Música, Novas Tecnologias e Ambientes na Web. Além das rodadas de negócios, palestras e workshops, a Feira apresenta cerca de 60 atrações - sons dos mais diversos cantos do País, além de uma apresentação da Argentina (Los Cocineros).

Os shows da Feira ficarão espalhados em cinco palcos: na Praça Verde do Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), as bandas se apresentam no Palco Brasil Independente. No Palco Rogaciano Leite, no mesmo centro cultural, acontece o Instrumental Nordeste. O Sesc Senac Iracema, no entorno do CDMAC, recebe as atrações do Palco Rock é Rock Mesmo. O Centro Cultural BNB recebe o Palco da Diversidade, e no Shopping Solidário Bom Mix acontece o Palco Mix Brasil. Olhar a programação é de ficar sem fôlego.

Data aguardada no calendário da cidade, a Feira deste ano traz uma novidade para aqueles que estão na grade de sua programação. A recepção dos convidados – incluindo a alimentação das bandas, por exemplo – será mantida com o auxílio da circulação da moeda solidária Patativa. “O lançamento vai ser na Feira. É uma primeira experiência de uma moeda complementar”, conta Ivan Ferraro, coordenador do evento. “É algo simples, um serviço dentro da Feira. Queremos ver como as pessoas se comportam nesse exercício”, explica. Cada Patativa vale R$ 1.

O projeto é um sonho acalentado pelos integrantes desta RedeCem – a Associação dos Produtores de Discos do Ceará (Prodisc), realizadora da Feira, entre eles. A moeda solidária facilitaria a troca de serviços entre os integrantes da cadeia produtiva da música no Ceará. E, ao que parece, dentro da Feira também. “A vantagem da moeda é que nós intensificaríamos a inclusão dos atores da cadeia dentro do evento. O objetivo é que a moeda circule entre todos os estabelecimentos credenciados à Feira”, continua Ivan. Seguindo essa premissa, a ideia não é de acúmulo, mas de circulação.

Enquanto isso, as Rodadas de Negócios movimentam dinheiro real – seja imediatamente ou a longo prazo. É a terceira vez, dentro da Feira, que elas acontecem. “Para nós, é uma ferramenta importantíssima. A rodada é mais comum em outros tipos de negócio e não na cultura, e aqui ela se profissionaliza, se intensifica”, afirma Ivan. A avaliação da iniciativa é positiva. “Ela tem sido bem sucedida. O nosso principal objetivo é fazer com que o vendedor encontre quem compre. Isso faz com que no resto do ano se desenvolvam conversas para que o negócio realmente se efetive”.

Rede nacional

A Feira da Música, assim como outros encontros de cultura do país, foi celeiro de novos coletivos. A partir de uma oficina com Pablo Capilé e outros agentes do Espaço Cubo, de Cuiabá, que a RedeCem surgiu, por exemplo. Agora é a vez da Rede Música do Brasil. “Um dos fundamentos da Feira é pensar música, o mercado da música. Nesse encontro temos vários atores, como associações, grupos, redes, coletivos, Ministério da Cultura, Funarte, Sebrae; coletivos que vão formar a Rede de Música Brasil”, anuncia o coordenador.

A partir de um contato inicial no Porto Musical de junho deste ano, em Recife (PE), foi criada uma lista de discussão na Internet. Ideias surgiram, demandas apareceram e o segundo encontro ficou marcado para acontecer dentro da Feira. “Queremos pensar políticas públicas para a música, como circulação, formação, divulgação, produção. É uma ação do Ministério da Cultura sendo administrada pela Funarte”, detalha. E Ivan deixa o convite: interessados podem acompanhar a palestra de apresentação do coletivo na quarta, a partir das 14h, no Sebrae.

Joseph K? faz turnê pelos Estados Unidos

Agosto 13, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

O trio cearense Joseph K? faz sua primeira turnê internacional

O trio cearense Joseph K? faz sua primeira turnê internacional

Que o recém-lançado disco do Joseph K?The Full Time Rockers Club – ia render frutos, a banda já sabia, conta o guitarrista e vocalista Talles Lucena. A surpresa foi a rapidez com que isso aconteceu. O grupo foi ouvido pelos lados da terra do Tio Sam através do My Space da banda Detroit BlackRose, pouco depois de ter o disco lançado na rede. Lá, gostaram tanto que mostraram para o amigo e empresário Al Keena Jr. – produtor de um festival de carros antigos americano.

Depois de um contato inicial, o produtor convidou a banda para ser a primeira atração internacional desse festival, o Woodward Dream Cruise. O show ficou marcado para 15 de agosto (próximo sábado), em Pontiac (um dos oito pontos ao longo da primeira highway americana, a Woodward Avenue, onde acontece o evento). Mas os garotos receberam uma garantia que, em Michigan, estado onde acontece o festival, não iria faltar oportunidade nem lugar para a banda se apresentar. A proposta foi comemorada pela Joseph K?. Precisava apenas ser colocada em prática. Primeiro passo: pegar o visto.

“Por se tratar de músico, o bicho pega: mas fomos super bem preparados e fizemos a coisa certa. Ficamos até o fim por conta das confirmações para o visto que, pra nós que somos autônomos, foi mais criteriosa”, relembra Talles. O importante, segundo ele, era mostrar para o governo norte-americano que “podíamos ir bem, nos bancar, e voltarmos tranquilos”. A ideia era manter em sigilo o convite, até sair a confirmação do visto. “Mas nossa música já está rolando por lá e já temos fãs esperando pelo show”, comemora Talles.

A etapa do visto proporcionou viagem a Brasília, o que rendeu mais shows do Joseph K? pelo país. “Os shows que estamos fazendo aqui no Brasil estão chamando atenção, estivemos agora, além de Brasília, em Feira de Santana e Salvador. E os shows foram ótimos, ninguém ficou parado”, comenta o guitarrista. A conquista do visto, porém, foi momento único: “acho que nunca fui tão feliz com alguma conquista da banda quanto eu fui quando conseguimos esse visto”.

Unidos do Entorno

Agosto 7, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

Visão panorâmica do Centro Dragão do Mar e seu entorno (Por Gentil Barreira)

Visão panorâmica do Centro Dragão do Mar e seu entorno (Por Gentil Barreira)

O último final de semana foi movimentado em Fortaleza. Nas seis casas noturnas que se concentram no entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, nada menos que 41 shows foram produzidos e apreciados pelo público. No total, foram 233 artistas e músicos concentrados em quatro dias, a partir de um investimento de cerca de R$ 139 mil. Os números foram divulgados pelo recente coletivo criado na cidade, as Casas Associadas.

“A história surgiu a partir das reuniões da Feira da Música”, conta Glauber Uchoa, do Sebrae (CE) – entidade que participa das Casas como uma espécie de orientadora. O primeiro passo foi unir gente que tem o mesmo objeto de trabalho e lida com problemas semelhantes. “O pessoal começou a listar uma série de dificuldades que são comuns a todos, para poder trabalhar a partir dessas dificuldades. Juntos eles são mais fortes”, continua.

Atualmente são dez casas noturnas que fazem parte da associação. Associação, aliás, talvez não seja a melhor definição do grupo. Nas reuniões semanais é que isso vai se desenhando. “Estamos trabalhando para saber qual será a nossa ‘cara’. Se vamos ser uma associação formal (com CNPJ, estatuto e tudo mais…), se vamos agregar outros estabelecimentos com outros perfis (barezinhos por exemplo)…”, conta Rafael Bandeira, do Hey Ho. “Mas nós já estamos pensando em ações, em divisão de trabalho, em representatividade”, se anima.

Glauber explica que as Casas podem atuar coletivamente tanto na manutenção de uma boa programação como na resolução de problemas que envolvem o entorno do Dragão. Além dos problemas diretamente ligados à programação de cada casa, existe o desejo de trazer o poder público para o debate. “Vamos pensar buscar soluções junto aos órgãos públicos para problemas de desordem no entorno do Dragão. Pensar sobre toda uma questão da Lei de Uso e Ocupação do Solo, ambulantes, barulho de paredões de som. São questões que eles enfrentam no cotidiano”, aponta.

As irmãs nacionais

As Casas Associadas locais se inspiraram num coletivo nacional, homônimo. “O coletivo daqui já nasce forte porque ele nasce com pelo menos dez casas, enquanto o nacional são 12. E já estamos no quinto encontro”, comemora Glauber. “Existe de fato a disposição de todas estarem juntas. Movimento com essa magnitude, intensidade e com essa intenção, nunca aconteceu”, lembra. O papel do Sebrae, ele aponta, é “ajudá-los se organizarem dentro de um espírito que é do coletivo”.

A presença da entidade – que designou uma consultora para tratar do assunto, Liduína Lins – acabou por impulsionar, com mais força, a iniciativa. Rafael não esconde as expectativas. “O apoio do Sebrae é fantástico e faz a diferença. Os mais antigos (Hey Ho, Órbita, Amici’s) já buscavam isso faz muito tempo, agora o grupo precisa entender o sentido de trabalhar em grupo, de participar de um movimento associativo. Isso é fundamental”.

Prepara os ouvidos: começou o Forcaos

Julho 31, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

 

O My Fair Lady é uma das bandas novas que se apresenta nesta edição do Forcaos

O My Fair Lady é uma das bandas novas que se apresenta nesta edição do Forcaos

O mês das férias vai chegando ao fim, mas a moçada do rock não liga para isso. Se o final de julho quer dizer “lamentação” para uns ou “recomeço” das atividades de outros, para muitos ecoa em alto e bom som a guitarra e as expressões guturais. É o início do Forcaos, que há 11 edições reúne bandas experientes e novatas num mesmo palco. Nas noites de sexta (31 de julho) e sábado (1º de agosto), o Hey Ho e o entorno recebem o público, enquanto na manhã da sexta, encontros pretendem discutir rumos, iniciativas e “otras cositas más” para o desenvolvimento da cena da música no Ceará.

Nesta sexta, às 9h da manhã, o Sebrae recebe a exibição do trailer do filme Forcaos. O documentário é produzido por alunos egressos dos cursos do Rock.Doc., como a Katiusha de Moraes. Ela fala sobre a proposta – bem ousada, inclusive – do grupo: “O documentário trará depoimentos de colaboradores (patrocinadores, seguranças, produtores), dos idealizadores do Festival, fãs, músicos, tudo temperado com performances de bandas em edições do evento. O objetivo é fazer uma retrospectiva do que o Forcaos representou no início, o seu processo de amadurecimento e as perspectivas para as próximas décadas”. No filme, uma preciosidade: o depoimento de Kiko Maiden, lendário vendedor de discos da Galeria Pedro Jorge (Centro de Fortaleza), pouco antes do seu falecimento – fato que é recente.

E você lembra do show que marcou a volta da Alegoria da Caverna? Seus principais serviços foram realizados de forma colaborativa. O case é o principal ponto de partida para a conversa que os representantes da RedeCem terão com o público na tarde da sexta, às 14h, no Teatro das Marias. Mas a pauta se ampliará para outros assuntos: a formalização do grupo, a ampliação das ações da RedeCem para o interior do estado e a criação de uma moeda complementar baseada nos princípios da economia solidária. A Rede foi criada há cerca de três meses, e se propõe a ser uma cooperativa de trabalho. Dela participam entidades associativas, músicos e produtores do estado.

Palco armado

“Esse ano concentramos a programação em dois dias. Com muitos cortes orçamentários que tivemos e público muito fraco no chamado dia ‘alternativo’, composto por bandas de som mais leve, tivemos que tomar essa decisão”, conta Amaudson Ximenes, um dos responsáveis pela Associação Cearense do Rock (ACR), produtora do evento. Ele garante: “esse ano, o som vai ser todo pesado”. Amaudson fala de bandas como os cariocas do Taurus, os pernambucanos do Decomposed God, os brasilienses do Violator e Rhevange e os paulistas do Funeratus. Mas não só de outros estados vive o Forcaos. Daqui, a programação conta com a volta aos palcos do festival do S.O.H e do sexteto Hostile Inc. Eles acabaram de voltar de apresentações pelo Brasil e estão divulgando o novo disco, Quiamat.

A Trigger to Forget se apresenta no Forcaos, mantendo a linha de sonoridades pesadas da programação em 2009

A Trigger to Forget se apresenta no Forcaos, mantendo a linha de sonoridades pesadas da programação em 2009

Além dos veteranos, grupos mais novos, como A Trigger to Forget, Born Suffer Die, e My Fair Lady. Amaudson explica quais são os tipos de avaliação que os produtores fazem antes de agendar a participação de uma banda nova. Para os que são filiados da ACR, a organização tem uma atenção mais cuidadosa. Entram “aqueles grupos que estão iniciando um trabalho, possuem um CD Demo, estão lançando videoclipe e necessitam de espaço”. Processos semelhantes são aplicados para os que não são de casa. “Para o pessoal que não compõe a organização, o critério é o daquele grupo que está se destacando na cena, circulando, lançando material novo”, detalha Amaudson.

Transmissão virtual

Uma novidade desta edição é a transmissão da programação do Forcaos pela rádio online da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). O Circuito Fora do Eixo já vem fazendo isso há cerca de um ano, antes mesmo da Abrafin se interessar pelo projeto. Ney Hugo, do núcleo de comunicação do Espaço Cubo e do Circuito Fora do Eixo, explica que o processo é simples, “precisa-se apenas de alguns poucos equipamentos de áudio e um computador. Para a parte técnica, qualquer músico que frequenta estúdio de ensaio e usa computador consegue operar”.

Ney aproveita e manda um recado para os interessados em participar do momento: quem tiver interesse em contribuir com as transmissões, é só falar (ou melhor, mandar um recadinho pra RedeCem, através do blog mesmo!). “Esse trabalho poderá ser computado em cards (moeda complementar do Circuito Fora do Eixo) de modo que possam ser ‘gastos’ em produtos e serviços dos agentes integrados ao Fora do Eixo. É o caso da RedeCem e do próprio Hey Ho em Fortaleza”.

Então anota aí: o Forcaos começa nesta sexta, 31 de julho, e segue com a programação no sábado (1º). Os shows serão realizados no Hey Ho Rock Bar (Rua José Avelino, 604, Praia de Iracema – Fortaleza) e no entorno, onde será montada estrutura com telão e stands. Horário: 17h. Ingressos Antecipados: R$ 16,00 + 1Kg de Alimento não-perecível (inteira) R$ 8,00 + 1Kg de Alimento (meia) – com venda na Kangaço Rock Street. No local: R$ 20,00 (inteira) + 1kg de alimento e R$ 10,00 (meia) + 1Kg. Mais informações: (85) 4101.6928/3254.2993

BNegão e Pin Up´s no fim de semana

Julho 24, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

BNegão se apresenta em Fortaleza nesta sexta (24), pela Farra na Casa Alheia

BNegão e os Seletores de Freqüência se apresentam nesta sexta (24), pela Farra na Casa Alheia

Ação, palavra, atitude… tudo é “vai e volta”. A música “VV”, de BNegão e os Seletores de Freqüência, anuncia uma forma de ver o mundo que, veja só, dá muito o que pensar. As sementes plantadas pelo cantor desde a primeira vez que esteve em Fortaleza sem o Planet Hemp começam a dar frutos, voltar pra ele. Convidado pelo Red Bull Music Academy para divulgar o projeto (opa, lembrando que eles estão com as inscrições abertas para o próximo curso), o rapaz acabou aterrissando outras vezes na cidade com sua voz grave e macia.

E como desde a primeira vez BNegão chegou atento e interessado, agora tudo volta e a cidade o aguarda. O show está marcado para esta sexta (23) na Farra na Casa Alheia, projeto das sextas-feiras do Buoni Amici’s, comandado pelos djs Guga de Castro e Marquinhos. A partir das 22h, os dois são os anfitriões que chamam BNegão e os Seletores para apresentar ao público músicas como “A verdadeira dança do Patinho”, “(Funk) Até o caroço” e “Seletores  de frequência” do disco Enxugando Gelo, de 2003. E quem sabe algo do novo disco, prometido para esse semestre que se inicia. Para mais informações, o número do lugar é (85) 3219.5454.

Temática e sensual

Se você vive pensando naquela época que não viveu, vai uma chance de experimentar uma delas. Desta vez, os anos 50. A festinha Pin Up’s Party promete rockabilly, swing, jazz, bluegrass e otras cositas más no Hey Ho neste sábado (24). A primeira edição, dizem, foi um estouro! 

Dessa vez, os DJs Gê, Tatá Misfits, Tiago Saicol, Xambs e Roger Capone serão os responsáveis por fazer você se requebrar. E de colocar a trilha sonora ideal para o torneio de twist! Mas eles também descansam um pouquinho, durante a eleição da mais bela pin up. A noite ainda promete sorteio de tatuagem e de uma pernoite no Motel Chalex.

Se Joga!

Julho 10, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

A banda Alegoria da Caverna apresenta novo vocalista (Zoo, o 1° da esquerda para a direita) neste sábado, no Hey Ho

A banda Alegoria da Caverna apresenta novo vocalista (Zoo, o 1° da esquerda para a direita) neste sábado, no Hey Ho

“O cachê da banda está sendo pago com horas de ensaio, os ensaios estão sendo trocados por pautas no Hey Ho…”, explica Rafael Bandeira, à frente da Bandeira R e do Hey Ho Rock Bar. Neste sábado, 11, a noite de Fortaleza recebe o primeiro show feito de forma colaborativa – o “primeiro”, por assim dizer, a partir das articulações da Rede Ceará de Música (RedeCem), com exceção de seu lançamento. Ou seja: na maior parte do processo, não foi preciso o pagamento dos diversos agentes de forma tradicional. “Nem na divulgação… Os cartazes são trocados por exibição da logo da gráfica nas artes e no site do bar”, completa.

Essa é a ideia que uniu gente do próprio Hey Ho, Babuê Produções e o Caldeirão das Artes; e impulsionou a criação da RedeCem há poucos meses. A oportunidade de realizar tal empreitada se mostra viável e bem sucedida. “As chances de todos saírem no lucro é grande…”, comenta Rafael. O importante é manter a casa cheia. “Existem rubricas que não podem ser pagas com troca de serviços: o quadro de colaboradores do bar e os custos fixos de lá (água, fone, luz, etc.). Nessa hora é que vai entrar a receita proveniente da bilheteria”.

A volta

Motivos pra ir neste sábado ao Hey Ho não faltam. O dia marca a volta da Alegoria da Caverna, banda que andava meio sumida da cena desde que o vocalista Vitoriano se decidiu pela carreira solo. “A gente teve a notícia que o Vitoriano ia deixar a banda em outubro do ano passado. Desde então a gente já começou a pensar em novos nomes, testou algumas pessoas, e surgiu o nome do Zoo, um cara de que a gente gostava, curtia o trabalho”, conta Jolson Ximenes, baixista dos alegóricos.

Vocalista definido, era a hora de se adaptar à nova formação, compreendendo e acolhendo as informações fresquinhas que chegavam através de Zoo – ex-Jumenta Parida. “Ele tem muita influência da música nordestina, de artistas do Nordeste, como Wado, Cordel, Otto, Mundo Livre. São bandas que ele gosta e que a gente não atentava muito”, continua Jolson. Apesar de não se restringirem ao rock, a Alegoria da Caverna era muito lembrada pelo estilo.

A banda completa a troca de pele com a chegada do Mateus Barros, ou “Mateus Enter”, como a banda costuma chamar. Jolson lembra que era um desejo antigo da banda samplear percussões, sons eletrônicos, incrementar misturas. Mas o baixista não deixa o fã da Alegoria se assustar. “A pegada do Alegoria, o lance que a gente tinha de banda de rock continua. Quem ver vai ouvir o Alegoria, com um leque de cores diferentes”.

Agora é ir conferir: no Hey Ho Rock Bar (Rua José Avelino, 604, Praia de Iracema), sábado 11, show que marca a volta do Alegoria da Caverna, e ainda Macula, Cordel do Conto do Vigário S/G e Arsenic. Ingressos: R$ 8 (individual) e R$ 12 (duplo).

Um “Barulho” pelo Fim da Zoada

Julho 7, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

Você, querido leitor, pode até ter parado no blog da RedeCem por acaso – mas se está aqui, isso quer dizer que a música, seja esta qual for, faz parte de você. Como numa corrente, em que um elo está preso a outro, o raciocínio nos leva a uma terceira constatação: gosto é pessoal, e para música todo mundo tem o seu.

Até aí tudo bem. O problema começa quando alguém faz as escolhas musicais por você. Exemplo? O bar ao lado de sua casa. Ou o carro que passa na sua rua, ou aquele que fica. Sabe então aqueles paredões de som? Fortaleza está empestada deles. Custam uma fortuna e também a paz de muita gente. Eles estão em todos os lugares – a qualquer horário.

Talvez haja uma luz no fim do túnel. O vereador Guilherme Sampaio (PT) lançou o projeto Lei do Paredão, que pretende condicionar a montagem dos paredões à prévia autorização do poder público. No site dele - que conversou com a gente sobre o assunto – dá pra conhecer os detalhes do projeto. E se você simpatizou, se identificou com a iniciativa, lá (no site) é possível engrossar o número de assinaturas pela aprovação da lei.

RedeCem – Você já foi muito importunado pelos paredões de som?

Guilherme Sampaio – Todos os moradores de Fortaleza. E acredito que em todas as capitais do País (as pessoas) já passaram pela chateação de ter sua tranquilidade quebrada pelos abusos promovidos pelos paredões de som dos carros.

RedeCem – O projeto de lei se restringe a carros de som ou pode ser ampliado para pequenas casas?

Guilherme – O projeto é restrito aos carros. As casas de som já necessitam de licenciamento ambiental para funcionar.

RedeCem – Existe algum outro projeto semelhante no país? Que pense sobre sons em praças, lugares públicos?

Guilherme – Não. Esta iniciativa, neste formato em que a lei se apresenta, é uma inovação. O grande diferencial dela é a possibilidade de atuar preventivamente, já que não é necessário o flagrante para a multa e detenção dos equipamentos. E também a capilaridade da fiscalização: já que a Lei do Paredão vai permitir que a Polícia Militar convencional, o Ronda do Quarteirão, a Guarda Municipal, a AMC e os fiscais da Semam possam autuar os transgressores.

RedeCem – Como vocês chegaram à proporção que relaciona o tamanho da soma do diâmetro dos cones dos altofalantes e o número de 80 centímetros? Por que este é o valor?

Guilherme – Foi feita uma consultoria com um especialista em som chamado André Griser, que estabeleceu este diâmetro como um meio de medição fácil e capaz de controlar o volume emitido pelos equipamentos.

RedeCem – Qual a perspectiva de aprovação? Quem já manifestou apoio?

Guilherme – Já recebemos o apoio do secretário da Segurança Pública, Ministério Público e Comissão de Meio Ambiente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), além de entidades de defesa do Meio Ambiente, igrejas, associações, dentre outros.  Diariamente recebemos pelo nosso site manifestações de apoio das pessoas que se sentem incomodadas por estes abusos. Criamos um abaixo-assinado virtual que já reúne mais de 700 assinaturas.

Também recebemos mensagens indignadas e muitas vezes mal educadas e ofensivas de proprietários de paredões ou empresários do setor que não aceitam a intervenção do poder público em uma área que tanto diz respeito à nossa qualidade de vida nas cidades, como é o caso da poluição sonora. Recentemente tivemos a primeira grande vitória. A Comissão de Legislação da Câmara emitiu parecer pela constitucionalidade da proposta, derrubando a tese de que o município não pode legislar sobre esta área.

Corre que o Michael Jackson morreu!

Julho 2, 2009 por Rede Ceará de Música

Júlia Lopes
Da RedeCem Comunicação

Michael Jackson, o rei do pop, morreu, mas sua obra ainda promete render muito...

Michael Jackson, o rei do pop, morreu, mas sua obra ainda promete render muito...

Corre que é hora de ajeitar reportagem, matéria, homenagem. Morreu Michael Jackson. Encaixa na programação, muda a foto do Orkut, diz alguma coisa no Twitter, vem rever tudo no You Tube, combina o flashmob! O frisson cibernético não poderia ter existido quando Lennon ou Ayrton Senna morreram. Mas a exemplo deles, a movimentação é intensa além dos ambientes virtuais.

Principalmente na noite, acostumada a reproduzir aqui e ali lembranças da vasta produção do cantor. E em Fortaleza não foi diferente. Normalmente não pega bem DJ tocar mais de uma música de um só artista no mesmo evento. Mas na última sexta-feira (26/6), os DJs da (festa) Farra na Casa Alheia não se furtaram a mandar não só os sucessos do Michael, mas também dos Jackson 5. No Hey Ho Rock Bar, era show de rock, mas o DJ também arriscou um I want you back, pra delírio do público.

De tão em cima da hora (Michael morreu na quinta-feira, 25, e as festas aconteceram na sexta), não havia jeito da produção se programar melhor. Problema que o pessoal da Zombie Walk Fortaleza não vai enfrentar. Com dois meses de antecedência, a organização da caminhada de zumbis pela cidade resolveu estender suas homenagens póstumas. “A ideia é fazer uma grande dança dos zumbis ao som de Thriller”, fala Rafael Lucena, o Babuê, que organiza a caminhada.

“Sabe o que é mais sinistro?”, me perguntou ele. “O que?”, pergunto de volta. “Marquei a data da Zombie Walk umas duas semanas antes dele morrer. E adivinha em qual dia caiu: 29 de agosto, aniversário dele”. Coincidências e arrepios à parte, o dia já está marcado e na comunidade do Orkut os futuros mortos-vivos combinam os detalhes da caminhada.

Zombie Walk em 2008: Para 2009, os zumbis de Fortaleza se preparam para homenagear Michael

Zombie Walk em 2008: Para 2009, os zumbis de Fortaleza se preparam para homenagear Michael

Depois de coberto o percurso, vai ter a festa Zombie Rock Horror Fest no Hey Ho, com Plastique Noir e Misfits Cover. E, como diz Rafael, vai custar “8 reais pra zumbi e 10 pra humanos. Zumbi paga mais barato. Já morreu mesmo”.

Tributo

A produção não pára por aí. No mesmo Hey Ho Rock Bar, vai ter Tributo ao artista. A data ainda não está  marcada, mas a atração já: Gleidson Jackson e o grupo Dangerous, com seis dançarinos. Enquanto não balança o palco do Hey Ho, Gleidson sobe em muitos outros, fazendo cover do ídolo. “Hoje (primeiro de julho), tem show no Armazém 47, dia 18 no Náutico, numa festa marcada para 3.500 pessoas, dia 19 tem na Pajuçara…”, contabiliza o rapaz.

Costureiro de profissão, Gleidson encarna Michael Jackson há oito anos. Antes da morte do ídolo, fazia uns quatro shows por mês. Para julho, estão marcados cerca de 20. “Tem gente de Belo Horizonte e Santa Catarina querendo que eu faça show. São Paulo e Rio de Janeiro também”. “Saí agora na última sexta (26/6) no Globo Repórter, era o único artista cover. Na próxima semana vou estar no programa do Will Nogueira e no do Ênio Carlos (na TV Diário)”, comemora.

Gleidson Jackson fazia 4 shows por mês como cover de Michael. Para este mês, já são 20 marcados

Gleidson Jackson fazia 4 shows por mês como cover de Michael. Para este mês, já são 20 marcados

Ele garante que se dedica de coração, junto com o grupo, ao hobby que virou profissão. “Cansei de sair do trabalho morto de cansado. Prego cós, esticando dois, três mil elásticos num dia. Imagina o que é passar o dia fazendo isso, meus braços não têm mais força. Mas nunca deixamos de ir pro show, de ensaiar”. Depois de tanto esforço, o sucesso está garantido – mesmo que tenha sido só quando o original passou dessa para ninguém sabe onde.

O sonho agora é ter um patrocinador para incrementar os shows. “Tem dançarino que está comigo há três anos. Sabem tudo de cor, ninguém erra. Depois de três anos não tem como errar”, certifica. A vontade do grupo era ter, como o próprio ídolo, todos aqueles aparatos no palco, como elevadores, telões, fogos de artifício. A apresentação exatamente como o Michael Jackson fazia, ele explica. “Competência a gente tem, dinheiro não”, lamenta. 

Se Joga!

Não aguenta esperar? Pois então programe-se logo para acompanhar as festas-tributo: neste sábado (4), o projeto Noise 3D abre espaço para a Black Or White Party no Music Box (Centro Dragão do Mar), em Fortaleza, com discotecagem dos Make Up Junkies, Samuel e Benas. Ingresso: R$ 12 (com direito a R$ 5 de consumação até meia noite).

Nota da Redação (Por Felipe Gurgel): Esta reportagem foi uma maneira que a equipe de Comunicação da RedeCem encontrou de homenagear Michael Jackson. Uma abordagem acima de tudo bem humorada – o que é importante ser dito, antes que possa gerar más interpretações. Quisemos mostrar o fato pelo efeito mais brilhante da vida de MJ: a movimentação causada pela relevância de sua obra, sejam estas (movimentações) politicamente incorretas ou não. Pois o resto – incluindo detalhes sórdidos de sua vida pessoal – é bem menor e tedioso. Boa leitura!